domingo, 2 de março de 2008

Nick, a Vítima da banalidade

O olho seco do tarado a persegue sorrateiro pelo jardim enfeitado de bexigas coloridas. Como um polvo venenoso, ele prepara as ventosas para o ataque.

No centro da ciranda, ela não tinha pressa de crescer. Tão alegre e infantil apesar dos vinte anos de vida, sonhava naquele momento apenas com uma fatia do bolo de brigadeiro e com alguns balões cor-de-rosa de levar para casa. O pequeno rosto, danificado pela acne não a deixava menos bela, nem as gordurinhas salientes no vestido rodado, marcado na cintura.

Salivando, o maníaco sexual espera o momento certo de atacar. Ele tem paciência, mas seu corpo trêmulo já não consegue mais suportar a vontade de estuprar, era um vício que só a morte poderia curar.

É chegada a hora de cantar os parabéns e soprar as velinhas, as crianças correm para dentro de casa, mas Nick é seduzida por um assovio e se distancia dos pequenos. Ele a puxa pelos cabelos, cobre seu rosto com um saco e desfere vários socos contra o rosto da jovem, que não esboça nenhuma reação. Desmaiada, Nick é colocada num chevette pretode roda cromada, aro estrela e banco de couro. Longe dali, ele a despe mas por algum motivo, não consuma o ato sexual. Nervoso demais para matá-la, simplesmente abre a porta do carro e desova o corpo nu em um beco escuro. Antes de voltar para o carro, ele ainda desfere vários golpes contra o rosto da menina, desta vez, com um pedaço de pau.

Horas depois, dois mendigos a encontram e tiram o saco da cabeça da garota. Nem imaginavam como ela era antes. Seu rosto estava desfigurado.

- Tapa a cara dela, anda! é nojento! – disse um deles, demonstrando visível mal-estar.
- O que vamos fazer? ela está respirando muito devagar...
- Vamos matá-la. Vai ser melhor para ela. Ela foi estuprada e está com a cara toda deformada!
- Eu nunca matei ninguém!
- Vai ser melhor para ela... e então, o mendigo mais velho se ajoelha sobre o corpo e aperta seu pescoço até matá-la por asfixia.
- Vamos nos mandar daqui, rápido!
- Foi melhor para ela... ela foi estuprada... e estava feia...
- Vamos, vamos logo!

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