terça-feira, 18 de março de 2008

Vovó Jilquinha vai a São Paulo

Vovó Jilquinha era popular no orkut, tinha quase um milhão de amigos e recados.
Tô quase lotando, filho! - dizia ela ao recusar um pedido de adedê.

Através do orkut, ela tentou encontrar seus ex-namorados e o único que ainda estava vivo era o paulista Julinho Caetano. Ele não tinha orkut, mas Jilquinha era amiga do bisneto e depois de dois meses conversando no mensageiro, as informações batiam. Era ele! Salete, a empregada, se assustou com a gritaria e foi até o quarto da vovó conferir se estava tudo bem.

Encontrou-a de braços levantados, batendo pelanquinha do tríceps e dançando forró de olho fechado.

- Achei meu examor paulista, Salete! Vou viajar de avinhão!
- Que fogo, hein dona Jilquinha? Quantos anos ele tem?
- Oitenta e dois.
- Virgem! Não vai dar no côro, não...
- Ah, vai!

A conversa pelo telefone:

- Jilquinha, quando você vem me vê?
- Comprei a passagem para sábado, bem. O bisneto vai me esperar no GRU.
- Hein?? quando você vem me vê?
- SÁÁÁBAAAAADOOOOOO!!

O reencontro

Dona Jilquinha adorou São Paulo, mas achou a viagem de táxi muito comprida e chegou na casa do Caetano meio descaderada.

- Vovó Jilquinha, amanhã eu venho aqui para gente tirar umas fotos para botar no orkut, tá bem?
- Claro, Caetaninho! Vem amanhã de tarde, viu, bem? Te manda, Guri!!

Jilquinha e o paulista se beijaram longamente. Era muita saudade e muito tesão.

- Você ficou mais gostosa, Gaúcha!
- Você não viu nada, vamo pra cama, Caetano!
- Vamo nada, vai ser aqui mesmo no carpete! Como é aquela palavra que você dizia?
- Aiiii, coisa excitiva!
- Olha aqui como eu tô!
- Paulista safado! Adoro...

E...depois de um final de semana de sexo alucinante, era hora de Jilquinha retornar...

- Jilca, eu te amo, gostosa! sua baxera continua apertada e quente
- Ai, pára... hihi... tenho que ir...
- Mas por que você não casa mais eu e fica morando aqui? Você não me ama?
- Amo! sempre amei.
- Então fica!
- Mas sabe o que é, bem? o que me apetece mesmo, é a aventura! eu sou maluca, tu não sabe?- É... Juízo você nunca teve. Mas eu posso morrer amanhã... e se você demora a voltar?
- Não morreu até hoje, não morre mais. Agora tira essa calça que eu quero me despedir direito.

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