Vovó Jilca, setenta e seis anos, muito bem vividos - segundo consta em sua biografia autorizadíssima - acordou com fogo no rabo naquele dia.
Queria bater punhetas e recordes. Tomou café com rapadura, pintou a boca e chamou os homens. Só conseguiu recolher dez pelo bairro, mas ficou satisfeita com o número. Até pai e filho ela conseguiu juntar.
"Coisa excitiva" - dizia ela, faceira.
Nem se preocupou em perguntar os nomes deles, pois a memória não ia dar conta. Em compensação, com "a baxera", ela se garantia. ("baxera", era como a vovó chamava pau e buceta).
Jilquinha, como gostava de ser chamada, se pelou na frente do macharedo, deitou de barriga pra cima numa mesa forrada com uma colcha colorida (presente da falecida filha), abriu as pernas e chamou o primeiro.
- Mete, filho! Mete bem.
E foi assim dez vezes, pena que não gozou em nenhuma. Então, ela esperou eles irem embora, levantou (um pouco descaderada), foi na cozinha, pegou a fôrma de gelo, tirou duas pedras e esfregou na "baxera" até gozar.
- Aiii... quem precisa de hômi??? coisa excitiva!
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