quinta-feira, 27 de março de 2008
Esquece o Bingo, mãe
Escolheu o tom e passou o batom. Estava bonita, de bem com a vida, era domingo, iria no bingo, escondida do filho: não pode isto, não pode aquilo, pão-duro! por ele, sua vida seria um tédio, gastando tudo em remédio, nada de diversão, que chateação. Fez sinal pro coletivo, que passou batido, não param para idosos, que odiodos alguns motoristas, terroristas! Chamou um táxi, que rapaz gentil, pra onde, vovó? pra puta que pariu. só pensou. Pro bingo, falou. Na chegada, sentiu-se lesada, corrida cara! No recinto adrentrou: secura na boca, parecia uma louca, querendo jogar. Comprou a cartela, aquela rodada era dela quado uma voz escutou: Bingo! Mas não desistiu, mais uma cartela pediu, dessa vez ganharei e...bingo! não foi desta vez. Na volta pra casa, pensava decepcionada: de novo, arruinada. Sem balas pro neto, voltou para o teto que seu filho mantinha com muito suor. "Eu sei que segunda-feira será melhor".
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