quinta-feira, 27 de março de 2008

Gean na África - compartilhando experiências

Ah, ignorem os errinhos de digitação, pois este e-mail que recebi do Gean vale muito a pena.

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Bem queria dizer que queria poder escrever para cada um de voces contando como esta sendo a minha experiencia aqui mas as condicoes nao permitem.
Cheguei a Africa a quase 20 dias e parece que foi a muito mais tempo, depois de ter passado por diversas situacoes dificeis passando pela Africa do Sul, Zimbabue e Malawi cheguei em no Norte de Mocambique, estou vivendo em meio a um Parque Nacional e apesar das doencas que matam centenas de pessoas por dia e tambem do calor que deixa a terra seca feito pedra a paisagem eh linda, a dois dias atras estava em uma escola primaria que claro nada mais eh que apenas uma arvore as licoes sao dadas ali mesmo , caderno, lapis bem estas coisas que ja comecam achar primitive para eles seria um sonho, mas bem eu estava caminhando e vi alguns homens construirem uma cerca em um lugar estranho que nao tinham o porque, entao resolve perguntar o porque eles disseram que eram pra cercar os elefantes eu achei que eles estavam loucos afinal o sol e tao quente aqui que as vezes a gente fica um pouco fora mesmo, mas em poucos minutos por entre o tronco da arvore que ensinava embaixo vi uma manada de elefantes passarem, depois de olhar tres vezes pude acreditar que sim era aquilo mesmo que estava vendo.
Aqui a vida eh sub humana claro que ja havia tentando me preparar para tudo isso mas quando voce chega aqui e percebe que a sua definicao de pobreza eh nao ter muito mas a definicao de pobreza aqui eh nao ter nada, simplesmente nada, nao sinto vergonha em dizer que ficar 5 dias sem tomar banho tem sido normal porque quando voce ve pessoas cavarem mais de 10 dias para conseguir um copo de agua e ainda sim eh uma agua suja e cheia de colera, voce comeca a pensar que usar 10 litros de agua para tomar banho seria um pouco de egoismo meu.

Ainda estou um pouco perdido, tenho trabalhado muitas horas sobre um sol filho da puta que as vezes parece que vai cozinhar meu cerebro mas ainda sim nao sei extamente como e o que posso fazer ajudar estas pessoas, eu acredito que somente o fato de elas terem sobrevivido mais de alguns meses neste lugar ja as fazem um milhao de vezes mais forte que eu, mas de qualquer forma continuo afazer meu projeto.
Ja visitei algumas vilas nos ultimos dias mas tenho percorrido um trajeto muito pequeno porque tenho usado trasnporte local e tambem meus pes.
Confesso que as vezes caminhar algumas dezenas de quilometros para chegar em lugar algum parece locura mas quando no meio deste caminho voce encontra algumas criancas para e entao ali mesmo voce distribui alguns gizes de cera e algumas folhas de papeis e eles em poucos segundos sobre o chao batido e maltrado fazem verdadeiras maravilhas isso me motiva a caminhar mais algumas dezenas de quilometros.
Agora parece que meu tempo acabou, estou usando um computador emprestado com uma conexao emprestada de um rico qualquer que usa uma puta tecnologia pra fazer um safari idiota e ver alguns animais, nao vejo nada de errado com isso se eles nao desconsiderassem as pessoas morrendo de fome na paisagem entre os animais.
Tenho que ir meu cerebro esta fervendo, o tempo vai muito rapido e ainda nao sei o que fazer…

Um grande abraco…
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Esse cara aproveita cada segundo da vida e ainda não esquece dos amigos. Puxa, me emocionei agora... meu mundinho é tão medíocre... estou confortável numa sala com ar-condicionado reclamando de sono e vontade de tomar café. Aff... sua idiota.

Cara, eu tenho leitores!

Puxa, eu tenho leitores. Rssss
Bem, mesmo assim, eu continuarei postando sem pretensão nenhuma de deixar o blog legal para atrair mais visitantes e etc. Como a gente faz para receber comentários novos no e-mail? Facilitaria bastante.

Achei muita coisa no meu msn spaces e tô migrando pra cá.

Certeenho? eba.

Homicídio Doloso

A tosse initerrupta da minha funcionária sempre era mais insuportável nas sextas-feiras, porém naquela sexta em particular, além de tossir, ela não parava de me interromper, pedindo para usar o telefone da minha sala, já que um raio atingiu algumas linhas aqui do campus.

Ela falva alto e tossia bem do meu lado. A gota d´água foi ela ter tropeçado no fio que ligava o computador à tomada.

Nervosa, não conseguiu se desculpar, pois não parava de tossir. Instintivamente, peguei a tesoura do porta-trecos e com uma estocada certeira, furei-lhe a garganta. Ela parou de tossir na hora, doutor Cerveira.

O que vai acontecer agora?

Boxe

Final do primeiro round na luta do século, valendo o cinturão da categoria meio-pesado.
O pugilista de vermelho, favorito ao título, parece estar em pequena vantagem sobre o adversário de azul, bastando apenas um pouco de calma e concentração para vencer. Eis que surge ela, a ring girl loura, de biquíni dourado e botas pretas, levantando delicadamente a plaquinha anuciando o início do segundo round.
Ela rebolava e sorria para o público e sem motivo aparente, ela brindou o juiz e o pugilista celeste com o seu sorriso mais sensual e ignorou completamente o nosso favorito. Ela já completava a volta pelo ring e se preparava para abandoná-lo, quando o boxeador colorado, num ataque de ciúmes e tomado pela dor da rejeição, desferiu-lhe um direto, acertando seu rosto perfeito de traços angelicais.
Atônitos, público, adversário e juiz nada fizeram para impedi-lo, pois o fato se deu muito rápido. A ring girl foi parar nas cordas com o nariz sangrando e em seguida tomou um gancho de esquerda e um cruzado de direita. Zonza, a mocinha foi à lona.
Satisfeito, o pugilista de vermelho levantou os braços vitoriosos, sob uma saraivada de vaias. O juiz deu vitória ao adversário de azul, que ganhou o cinturão e perdeu a namorada, pois a ring girl apaixonada, pediu revanche ao desportista rubro e exigiu que a próxima luta entre eles ocorresse num motel.
(autoria compartilhada)

Boite Roma

Jacqueline acabara o número de streaptease e estava encostada no balcão arrumando umas cervejas na bandeja quando uma colega lhe deu o recado: mesa onze quer um programa.
"Vamos lá", pensou ela, que já trabalhava naquele inferninho há quatro anos. Jacqueline era míope, não enxergava nada a uma certa distância, por isso, encaminhou-se tranquilamente para a mesa onze, sem imaginar a surpresa que lhe aguardava.
A jovem prostituta levou um susto ao ver o senhor que a esperava. Com as duas mãos a cobrir a boca, exclamou:
- Pai??? Pai!!!
- Senta aí, gostosa.
- Ficou maluco? suma daqui!
- Que foi? eu tenho dinheiro, tá aqui! ó! Grana! - o homem começou a tirar as notas de dentro do bolso interno do paletó e jogava sobre os pés da estarrecida garota, que estava diante do motivo dela estar ali naquela boate.
Gersinho, o dono da boate não gostava nada de confusão com suas garotas e foi até onde Jacqueline estava para ver o que estava acontecendo.
- Algum problema, patrão?
- Todos, meu amigo, a piranha acha que não sou bom o suficiente pra ela.
- Jack? o que está havendo?
- Gé, esse homem é meu pai... meu pai, Gé! - falou a garota, já aos prantos.
Gersinho balançou a cabeça negativamente e mandou os seguranças o levarem pra fora. Aos gritos, o homem proferia os piores desaforos à filha.
Abraçada à bandeja de cervejas, Jacqueline olhou para Gersinho, que ajeitava a gola da camisa. Os olhos úmidos e borrados de rímel a deixavam mais bonita.
- Sabe, Gé... tem tanto tempo que estou aqui, mas nunca te disse uma coisa: tu é como um pai pra mim, sacou? valeu, cara.
- Encerra isso aqui por hoje, guria. Ao vê-la se afastar, de calcinha vermelha fio-dental, com a mão a segurar os cabelos na altura na nuca, Gersinho limpou o suor da testa e sentiu pena dela, muita pena. Pelo menos àquela hora, o filho-da-mãe estava tendo o que merecia.

Pai

Pai,
sai!
Estou pelada
e menstruada
se toca!
boboca.

Cresci
e apareci

mas tenho o recato
pelo senhor, ensinado:

feminilidade secreta: "seja discreta"

A brincadeira do Cílio

- Prima, o que está acontecendo?
- Tem um cisco no meu olho, não consigo tirar!
- Quer que assopre?
- Vai!
- fuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
- Não cospe! vai outra vez!
- fffffffffffffffffffffffffffffffffffffffuuuuuuuuuuuuu. Saiu?
- Não. Que agonia!
- Faz a simpatia da Santa Luzia, que é batata!
- Como é que é, mesmo?
- Repete: Santa Luzia passou por aqui
- Santa Luzia passou por aqui
- Com seu cavalinho comendo capim
- Com seu cavalinho comendo capim
- Tem que dizer fazendo o sinal da cruz no olho...
- Santa Luzia passou por aqui com seu cavalinho comendo campim. Santa Luzia passou por aqui com seu cavalinho comendo capim... Ai, não adianta, não aguento mais esfregar o olho, olha só como está vermelho!
- Tenta puxar a pálpebra pelo cílio e esfrega o olho com ela...
- Assim?
- É, vai esfregando... olha se saiu...
- Não!
- Acho que eu tenho um espelho na bolsa, você precisa achar essa porcaria que entrou no seu olho!
- Rápido, o espelho...
- E aí?
- Achei! É um cílio!
- Tira!
- Espere...
- Não perde o cílio, por favor!!!
- Tirei, tá aqui ó! Vamos fazer a brincadeira do cílio.
- Vamos! Vamos! Vou pensar um desejo...
- Não vale apertar o polegar assim tão forte!
- Vale sim, o cílio estava no seu olho, é sinal que a sorte está do seu lado!
- Então vou virar meu polegar para cima também, ó.
- Pronto, vamos ver para quem saiu.
- No meu não está... Saiu pra você?
- Não... no meu também não está.
- Droga! perdemos a chance de realizar um desejo.
- Ai!
- Que foi?
- Entrou um cisco no meu olho...

Pétalas de Rosele

A vida de Rosele era cheia de espinhos, mas ela era moça bonita, nova e alegre que trabalha das onze às oito como garçonete num restaurante. Entre as mesas, a jovem morena dança, canta e espalha seu perfume de flor."Bebidas, senhor? com gelo e limão? filé mal ou bem-passado? muito obrigada, senhora, volte sempre".
À noite, Rosele vira Daysi. Troca o jeans e a camisa branca por mini-saia e mini-blusa e vai para a calçada ganhar a vida. Sob o corpo do cliente, a jovem morena, dança, geme e abre sua flor. "Gosta de submissa? Faço de tudo, o que pedir"
Aos sábados, ela troca a calçada pelo terreiro de umbanda. No meio de mães-de santo e filhos do terreiro, Rosele coloca uma flor no cabelo, gira, canta e roda a saia vermelha. "Quer conselho, misifia? Qual seu desejo? Para a Pombagira, não existe desejo impossível".
Quando não está a servir alguém, Rosele descansa e sonha. E nos sonhos, ela se vê rodeada de anjos, que cantam e dançam para ela. Belos escravos e escravas abrem passagem para um cavalheiro vestido de branco, que beija a sua mão e lhe entrega uma flor.

Grenoille's Essence

No dia do seu aniversário, Patricinho, como era conhecido, achou um vidrinho no chão, parecido com aqueles vidrinhos de remédio conta-gotas. Embaixo do recepiente, tinha um rótulo estranho: "grenoille's essence".
Curioso, resolveu colocar uma gota na palma da mão para cheirar e descobrir o que era. Mal pingou o líquido e exalou um cheirinho delicioso de buceta. Movido por um desejo selvagem e avassalador, lambeu a palma da mão várias vezes. Após passar o efeito afrodisíaco do perfume, Patricinho teve um acesso de riso e teve a idéia de fazer o bolo do seu aniversário com aquela exótica essência só para ver a reação dos seus amigos.
Misturou os ingredientes do bolo e despejou o seu achado dentro da massa. Tomou o cuidado de colocar um prendedor no nariz para não correr o risco de comer a mistura antes de levá-lo ao forno. Pelas suas contas, o bolo ficaria pronto uns quinze minutos antes dos conviados chegarem.
Durante o banho, o cheirinho proveniente da cozinha o torturava e ele se masturbou duas vezes seguidas, sentiu a língua grossa e áspera, salivava sem parar, parecia uma torneira. Completamente dominado pelo devastador aroma, ele saiu correndo, pelado pela casa em direção à cozinha, abriu o forno, sem se importar com o calor de mais de 200ºC e pegou com as mãos nuas a fôrma quente. Grunhindo como um porco sendo abatido, dominado pela insânia, ele recheou o bolo com seu esperma e desmaiou.
Quando os convidados chegaram, meia hora depois do ocorrido, o cheiro do ambiente ainda estava forte e correram todos, desesparados atrás da origem do delicioso aroma. Chegaram na cozinha e encontraram o aniversariante desmaiado, com o bolo despedaçado a sua volta. Um deles se jogou no chão, juntava os pedaços de bolo e os lambia desesperadamente. Os outros também fizeram o mesmo, mas não havia bolo suficiente para todos e então, começaram a lutar pelos farelos. Alguns homens lambiam o chão e os que não conseguiram nada, mordiam as línguas dos que já haviam saboreado o bolo de vagina.
A cozinha virou uma arena de batalha e algum tempo depois, chegou a polícia, acionada pelos vizinhos, horrorizados com o que viam de suas janelas. Patricinho foi levado para o hospital para tratar das queimaduras graves e quanto aos convidados, uns ficaram loucos e outros, viraram padres.

Surpresa cabeluda

dentro de uma gaveta havia uma fita: a fita esquecida. não tinha nem etiqueta aquela fita preta, rica de pó. curiosa que só e o vídeo-cassete? na casa da Bernadete ainda tem. Bernadete não está, mas pode usar. Você é o marido? obrigada, querido. Deve ser algum casamento ou outro lindo momento, confiro ja já, não vou demorar. Posso assistir? mas claro que sim. Aperta no play, que será que tem? parece uma bunda. É uma gruta profunda. Como é peluda. Olha lá dois caralhos, parecem paspalhos procurando um buraco. Com imagem mais nítida, fazendo boquete conheço esses seios e esse cabelo... mas não é Bernadete?

Cudemalu

Chamava-se Malu a puta do casto cu. A racha, vendia com gosto, o cu guardava pro moço que seria seu marido, a quem chamaria querido. Os anos passaram e a puta Malu, com a pureza no cu não arrumou pretendente, perdeu vários clientes, pois não fazia diferente. Velha, pobre e solteira, Malu mulher guerreira, sonhou até o final - que sofrimento! com o lindo ritual - seu casamento. Um câncer no seio e a morte veio. Malu morreu. E o cu? esqueceu? o que aconteceu?O cu da Malu... virou o virgem cu, petisco de urubu.

Esquece o Bingo, mãe

Escolheu o tom e passou o batom. Estava bonita, de bem com a vida, era domingo, iria no bingo, escondida do filho: não pode isto, não pode aquilo, pão-duro! por ele, sua vida seria um tédio, gastando tudo em remédio, nada de diversão, que chateação. Fez sinal pro coletivo, que passou batido, não param para idosos, que odiodos alguns motoristas, terroristas! Chamou um táxi, que rapaz gentil, pra onde, vovó? pra puta que pariu. só pensou. Pro bingo, falou. Na chegada, sentiu-se lesada, corrida cara! No recinto adrentrou: secura na boca, parecia uma louca, querendo jogar. Comprou a cartela, aquela rodada era dela quado uma voz escutou: Bingo! Mas não desistiu, mais uma cartela pediu, dessa vez ganharei e...bingo! não foi desta vez. Na volta pra casa, pensava decepcionada: de novo, arruinada. Sem balas pro neto, voltou para o teto que seu filho mantinha com muito suor. "Eu sei que segunda-feira será melhor".

O Sargento Gusmão

Chegou em casa ofegante, após encontrar com o amante. Nunca deixava pista, seu álibi era o dentista e quando caísse o último dente, diria que estava doente e assim ia levando, a todos engananando por anos e anos, desde a infância, cercado de ignorância, aprendeu a fingir, mentir, omitir... Beijou sem vontade, perdeu castidade na presença do pai, para provar que era macho e sossegar o seu facho de querer ser mulher. Na casa de tolerância, perdeu a esperança de ter seu espaço no mundo. Mergulhou num abismo profundo e cresceu. Daquilo que era, sentia vergonha, seu pai lhe cobrava honra. Esgotado, derrotado, decidiu acabar de vez com o sofrimento, arrumando um casamento. Durante o namoro, agiu com decoro, moço respeitador e a moça, uma flor. Muito religiosa, ia toda semana na missa, a menina submissa. Casou com Melissa pensando no cunhado, seu primeiro pecado. Passado difícil, serviu quartel; presente cruel: marido infiel, é pai ausente de um adolescente com fama de violento, mas conhecido como o filho do grande Sargento Gusmão, por quem todos tinham admiração e respeito. Se havia homem, bom, ele era o maior exemplo. De estragar a vida que inventou, é do que ele mais tem medo.

sábado, 22 de março de 2008

Vinho Menstrual

O que eu faço contigo
que vive dentro de mim

te conservo em álcool
tenho medo de te sujar
com restos de pizza

bebo água em conta-gotas
para que não te afogues

teu banho diário
de água mineral
salva minha vida

Se eu minguo aqui fora
tu cresces aqui dentro

Inapetente
te amo

me come

terça-feira, 18 de março de 2008

DASA

Condomínio Porto Real - 8. andar.

Quando abre a porta do seu apartamento para sair, Bete encontra o vizinho do 801, que estava chegando:

- Vizinho, precisava mesmo falar com você, tenho que lhe devolver o açúcar que pedi emprestado ontem... tem um tempinho?

5 mintutos depois... (sexo)

Condomínio Porto Real - 7. andar - elevador .

Bete é surpreendida pelo síndico que lhe cumprimenta e comenta sobre a chamada extra que será cobrada dos moradores.

5 minutos depois... (sexo)

Condomínio Porto Real - portaria

Bete cumprimenta o novo porteiro, que gentilmente lhe entrega a correspondência.

5 minutos depois... (sexo)

Condomínio Porto Real - Jardim

Bete finge que não vê o jardineiro, mas ele corre atrás dela com uma margarida na mão.

5 minutos depois... (sexo)

Avenida Bento Rodrigues

Bete está atrasada e chama um táxi

5 minutos depois... (sexo)

Edifício Comercial Pessoa de Mesquita - 1. andar - DASA (Dependentes de Amor e Sexo Anônimos)

"Bom dia a todos, meu nome é Elisabeth Pampulha Novaes, tenho vinte e oito anos e sou viciada em sexo. Eu... eu... estava... quer dizer... estou... há...nove dias sem ter relações... sexuais"


(aplausos)

Iron, Vodka e Dedalismo

Foi uma noite da pesada, regada a álcool e Heavy Metal. Eu não fui no show do Iron Maiden, porque sou claustrofóbico e só transo com a janela aberta, mas eu adoro a banda e ontem ... escutei toda a discografia dos caras, bem acompanhado de Natasha e Waleska (as vodkats)... ahahaha, eu, Iron e as vodkats... mas hoje me sinto estranho, estou tendo aqueles alucinações que entristecem mamãe e papai.

a garrafa
evacuao resíduo

pela goela,
esquecido

a garrafa
escarra

o muco
volátil
cruento

ejacula esperma
pestífero, estéril

contaminada,
a garrafa
espalha

garrafite

- Mamãe, separe copos e talheres! - não avisei.

Vovó Jilquinha vai a São Paulo

Vovó Jilquinha era popular no orkut, tinha quase um milhão de amigos e recados.
Tô quase lotando, filho! - dizia ela ao recusar um pedido de adedê.

Através do orkut, ela tentou encontrar seus ex-namorados e o único que ainda estava vivo era o paulista Julinho Caetano. Ele não tinha orkut, mas Jilquinha era amiga do bisneto e depois de dois meses conversando no mensageiro, as informações batiam. Era ele! Salete, a empregada, se assustou com a gritaria e foi até o quarto da vovó conferir se estava tudo bem.

Encontrou-a de braços levantados, batendo pelanquinha do tríceps e dançando forró de olho fechado.

- Achei meu examor paulista, Salete! Vou viajar de avinhão!
- Que fogo, hein dona Jilquinha? Quantos anos ele tem?
- Oitenta e dois.
- Virgem! Não vai dar no côro, não...
- Ah, vai!

A conversa pelo telefone:

- Jilquinha, quando você vem me vê?
- Comprei a passagem para sábado, bem. O bisneto vai me esperar no GRU.
- Hein?? quando você vem me vê?
- SÁÁÁBAAAAADOOOOOO!!

O reencontro

Dona Jilquinha adorou São Paulo, mas achou a viagem de táxi muito comprida e chegou na casa do Caetano meio descaderada.

- Vovó Jilquinha, amanhã eu venho aqui para gente tirar umas fotos para botar no orkut, tá bem?
- Claro, Caetaninho! Vem amanhã de tarde, viu, bem? Te manda, Guri!!

Jilquinha e o paulista se beijaram longamente. Era muita saudade e muito tesão.

- Você ficou mais gostosa, Gaúcha!
- Você não viu nada, vamo pra cama, Caetano!
- Vamo nada, vai ser aqui mesmo no carpete! Como é aquela palavra que você dizia?
- Aiiii, coisa excitiva!
- Olha aqui como eu tô!
- Paulista safado! Adoro...

E...depois de um final de semana de sexo alucinante, era hora de Jilquinha retornar...

- Jilca, eu te amo, gostosa! sua baxera continua apertada e quente
- Ai, pára... hihi... tenho que ir...
- Mas por que você não casa mais eu e fica morando aqui? Você não me ama?
- Amo! sempre amei.
- Então fica!
- Mas sabe o que é, bem? o que me apetece mesmo, é a aventura! eu sou maluca, tu não sabe?- É... Juízo você nunca teve. Mas eu posso morrer amanhã... e se você demora a voltar?
- Não morreu até hoje, não morre mais. Agora tira essa calça que eu quero me despedir direito.

Cátia Perigosa - Begins


Riu.
Sentiu sua razão escorrer pelo o ralo quando o conheceu:

Padre, Igreja enfeitada com rosas brancas, padrinhos e damas de honra. Aquilo não significava nada para ela. A noiva era sua própria mãe, mas as duas viviam distantes desde o divórcio.

Ela se aproximou e fez menção de abraçar o pai, mas este se limitou apenas a segurar suas mãos delicadas num gesto meramente cordial.

- Pai, você viu a Lea? – perguntou, confusa. Cátia era apenas uma criança quando Lea morreu afogada na piscina... Foi um acidente, mas seu pai nunca se convencera disto.

Apresentou-se ao noivo. Ele, nervoso e inquieto, apenas comentou sobre a semelhança física entre Cátia e a mãe. Ela encantada, já se imaginava transando com ele numa praia deserta, grávida de gêmeos.A garota se afastou e correu até a limousine da noiva.

Entrou, sentou-se ao lado da mãe e em seguida, tirou delicadamente a pistola de dentro da bolsinha dourada. Apontou para a cabeça da mulher e pediu ao Choffeur que discretamente, saísse com o carro ou senão, todos iriam morrer.

- Cátia, Por que está fazendo isso? – perguntou a noiva, aflita, sem acreditar que aquilo estava acontecendo no dia do seu casamento.

- Cála a boca! - gritou Cátia, desconcertada, pois nem ao menos ela, sabia ao certo o motivo, só sentia a necessidade de fazer.

O celular da vítima começou a tocar e ela chorou convulsivamente, imaginando a preocupação de todos com sua demora. Cátia jogou o objeto pela janela.

- Você o ama? - perguntou para a mãe, que balançou a cabeça afirmativamente.
- Eu também o amo. Vagabunda! E com uma coronhada na cabeça, fez a rival desmaiar no banco de trás do carro.
- Pára esse carro. Cai fora! Cai fora!
O choffeur obedeceu e antes que saísse do automóvel, levou um tiro pelas costas. Cátia pulou para o banco da frente, chutou o corpo para fora do veículo, disparou mais algumas vezes e resolveu colocá-lo dentro do porta-malas.

Não sabia que era tão forte. Voltou para o carro e acelerou. O suor escorria pela testa coberta de maquilagem. Ela fitou-se no espelho: Era uma linda assassina de dezoito anos, parecida com uma princesa. De vez em quando, olhava para trás e contemplava, com um sorriso mórbido, a noiva desfalecida.

Riu.
Seus pudores escorreram pelo o ralo quando conheceu seu primeiro amor...
Nela, na vagabunda, foram três tiros ao todo... nenhuma lágrima pingou do cano da pistola.

Cátia foi obrigada a viver escondida depois daquilo. Escondeu-se de tudo, menos do amor obsessivo pelo noivo da sua mãe. "Como era mesmo o nome dele? - Foda-se!"

O reencontro

Acordou amarrado e amordaçado num galpão escuro de madeira. Só lembrava que Cátia, a enteada bateu à sua porta, muito assustada, dizendo ter fugido do cativeiro, onde seqüestradores mantinham a mãe aprisionada.

Ela o abraçou emocionada, pedindo ajuda para resgatá-la, porém, ela o impediu de chamar a polícia imediatamente, disse que estava muito cansada e que fariam isso no dia seguinte. Ele desconfiou daquela atitude e fez menção de ligar para a polícia. Ela se insinuou, se despiu e pediu para ser possuída. Ele a rejeitou e... não lembrava de mais nada...

- Oi. – disse Cátia ao cativo.- mmmfmmmmmmfmmmm
- Cale-se, você não vê que está amordaçado, imbecil? Tenho uma péssima notícia... Ei, quer escutar? Não te amo mais. Não te amo mais, entendeu? (Dois tapas na cara dele, um de cada lado)

Cátia apontou a arma para o rosto dele e falou:
- Por sua culpa, matei minha mãezinha... minha querida mãezinha... porque eu achava que iríamos ser felizes para sempre se ela... Ohhh... mas eu cometi um erro, porque você não me quis...

Nele, no desgraçado, foi um tiro e nenhuma lágrima. Ele mereceu. A morte da mãe estava vingada.
Mas aquele tiro não tinha conseguido acalmar seu coração magoado então, antes de subir na moto, ela incendiou o galpão.

terça-feira, 4 de março de 2008

Vovó Jilquinha - nome que engana

Vovó Jilca, setenta e seis anos, muito bem vividos - segundo consta em sua biografia autorizadíssima - acordou com fogo no rabo naquele dia.

Queria bater punhetas e recordes. Tomou café com rapadura, pintou a boca e chamou os homens. Só conseguiu recolher dez pelo bairro, mas ficou satisfeita com o número. Até pai e filho ela conseguiu juntar.

"Coisa excitiva" - dizia ela, faceira.

Nem se preocupou em perguntar os nomes deles, pois a memória não ia dar conta. Em compensação, com "a baxera", ela se garantia. ("baxera", era como a vovó chamava pau e buceta).

Jilquinha, como gostava de ser chamada, se pelou na frente do macharedo, deitou de barriga pra cima numa mesa forrada com uma colcha colorida (presente da falecida filha), abriu as pernas e chamou o primeiro.

- Mete, filho! Mete bem.

E foi assim dez vezes, pena que não gozou em nenhuma. Então, ela esperou eles irem embora, levantou (um pouco descaderada), foi na cozinha, pegou a fôrma de gelo, tirou duas pedras e esfregou na "baxera" até gozar.

- Aiii... quem precisa de hômi??? coisa excitiva!

domingo, 2 de março de 2008

Mais velhas

Imagem: due (ükma)

Mari tinha preferência por mulheres mais velhas porque eram mais permissivas, fogosas e experientes, então convidou a Ju para um drink. Ela aceitou o convite, mas logo foi dizendo que não queria compromisso sério com mulheres, que não era lésbica e que buscava apenas sexo casual e alguma novidade.


Dona de uma risada gostosa, aceitou o cigarro que Mari colocou entre seus lábios. Beberam um pouco no mesmo copo e sedutora, Ju apelidou carinhosamente a amiga de sapinha por causa dos seus olhos grandes, úmidos e redondos. Já na primeira investida de Mari, Ju cedeu ao beijo.

Beijou gostoso e demorado, provocando a outra ao máximo com a língua e com as mãos. Sentiu calor e ruborizou, excitada.

Maliciosa, aceitou ir para o carro e não fez objeção quando teve o seio macio tocado, beijado, lambido e chupado pela garota afoita. Estava gostando e demonstrava querer mais. Ousou conferir a excitação de Mari com os dedos, arrancando-lhe gemidos e longos suspiros. Mari estava muito molhada e aqueles beijos deixavam-na louca!

"Se não convidá-la para ir para a cama posso até ofendê-la. Imagina o seu rosto de decepção se eu lhe perguntasse: quer que eu a leve para casa ou você prefere ir a minha, conhecer a minha mãe? Um absurdo! ela ficaria traumatizada, se sentiria rejeitada e lembraria de mim como uma menina tola e inexperiente que a desprezou."

Mari beliscou o seio de Ju e chamou-a de gostosa. Levou um tapinha na cara, de brincadeira. Ju gostava de sexo selvagem e deu a entender que estava pronta. Mari afastou-a para ligar o rádio.

– calma, linda... já volto para seus braços, vou colocar uma música romântica.
O rosto de Ju se iluminou com um sorriso encantador. Ela se rendeu definitivamente.

- Eu adoro essa música! você é uma sapinha maravilhosa! maravilhosa! Encheu-a de beijinhos e mordidinhas pelo pescoço. Desconcertada, Mari fez o convite:

– Amor, por que não vamos para um lugar mais sossegado, você está me deixando num estado que... - Ju achou graça e interrompeu-a com uma mordida nos lábios.

Em seguida, abaixou a cabeça, levantou a saia da amiga e com o rosto entre as pernas dela, disse:- Podemos ir... dirige aí, me leve aonde quiser!

“Safada, mordeu minha boca! que delícia... agora ela está fazendo a mesma coisa com os outros lábios... mordendo e chupando... aiii... Calma, Mari... você é uma boa motorista, você é uma... Aiiiiii...ÓTIMA motorista... puta que pariu... aiii... Virgem Santa! O quê??... ai, isso não... Ohhhhh... sim... sim... diminuo a velocidade ou acelero?? Meu Deus... ahhhhhh... que boca... que língua...”

Chegaram ao motel e Mari se esbaldou no corpo gostoso de Ju. Fez o que quis e o que fora obrigada a fazer. Nunca havia espancado ninguém antes, mas gostou de brincar de Domme...
Noite perfeita, Ju era uma mulher incrível, talvez Mari a convidasse para sair novamente no próximo final de semana, mesmo correndo o risco de levar um fora...

– Vou tentar, quem sabe? Falou com pesar, enquanto escutava Ju, urinando no banheiro do motel. Riu do barulhinho da urina.

- Que porra! Eu não posso me apaixonar por essa mulher! Mas por que o tilintar do seu xixi no vaso sanitário tem que ser tão lindo?

- O que você está falando aí, Sapinha? - gritou Ju.

- Nada, Amor... estou sonhando alto... mija logo! Já estou co saudades!

- Vem aqui! vem! - tive uma idéia.

Nick, a Vítima da banalidade

O olho seco do tarado a persegue sorrateiro pelo jardim enfeitado de bexigas coloridas. Como um polvo venenoso, ele prepara as ventosas para o ataque.

No centro da ciranda, ela não tinha pressa de crescer. Tão alegre e infantil apesar dos vinte anos de vida, sonhava naquele momento apenas com uma fatia do bolo de brigadeiro e com alguns balões cor-de-rosa de levar para casa. O pequeno rosto, danificado pela acne não a deixava menos bela, nem as gordurinhas salientes no vestido rodado, marcado na cintura.

Salivando, o maníaco sexual espera o momento certo de atacar. Ele tem paciência, mas seu corpo trêmulo já não consegue mais suportar a vontade de estuprar, era um vício que só a morte poderia curar.

É chegada a hora de cantar os parabéns e soprar as velinhas, as crianças correm para dentro de casa, mas Nick é seduzida por um assovio e se distancia dos pequenos. Ele a puxa pelos cabelos, cobre seu rosto com um saco e desfere vários socos contra o rosto da jovem, que não esboça nenhuma reação. Desmaiada, Nick é colocada num chevette pretode roda cromada, aro estrela e banco de couro. Longe dali, ele a despe mas por algum motivo, não consuma o ato sexual. Nervoso demais para matá-la, simplesmente abre a porta do carro e desova o corpo nu em um beco escuro. Antes de voltar para o carro, ele ainda desfere vários golpes contra o rosto da menina, desta vez, com um pedaço de pau.

Horas depois, dois mendigos a encontram e tiram o saco da cabeça da garota. Nem imaginavam como ela era antes. Seu rosto estava desfigurado.

- Tapa a cara dela, anda! é nojento! – disse um deles, demonstrando visível mal-estar.
- O que vamos fazer? ela está respirando muito devagar...
- Vamos matá-la. Vai ser melhor para ela. Ela foi estuprada e está com a cara toda deformada!
- Eu nunca matei ninguém!
- Vai ser melhor para ela... e então, o mendigo mais velho se ajoelha sobre o corpo e aperta seu pescoço até matá-la por asfixia.
- Vamos nos mandar daqui, rápido!
- Foi melhor para ela... ela foi estuprada... e estava feia...
- Vamos, vamos logo!