]Abrir portas[
-Sou o diabo, madame. Não acredita? um dois três e sua alma é minha. Você a perdeu junto com a fé. Diabo é coisa de Deus, madame. Não acredita? um dois três e você está abortando. AHAHAH! Joguem o feto aos leões.
Eu compro seus olhos apavorados. Quanto eles valem?
Quanto mal a madame já fez?
um dois três. Faça seu preço...
[Fechar portas].
O quarto de hospital era tranquilizante e ela estava só. "Perdi o vôo e todo o resto". Lembrou-se da gravidez, mas sentia-se oca. "De novo. Dessa vez eu queria". Levou as mãos aos olhos... doíam. "O Diabo é bonito de doer" - pensou.
Sentia-se fraca... Em breve a polícia iria entrar pela porta verde, a interrogaria e a levaria presa. Ela teria que explicar como aquela cocaína foi parar dentro de suas botas, seria obrigada a confessar todos os detalhes do tráfico, "blá blá blá... é a porra da delação premiada". Ela já sabia de tudo na teoria, mas na prática...
]Abrir portas[
... iria morrer antes que a polícia entrasse por aquela porta.
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Um comentário:
a.d.o.r.e.i.
seu estilo é único mesmo.
bjos
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