domingo, 24 de fevereiro de 2008

Cátia Perigosa I e II

Imagem: olho e corrente sangüinea (ükma)
I.


Acenou, despedindo-se para sempre do homem adormecido. Ele não deve ter sofrido quando a bala alojou-se no lado esquerdo da sua cabeça, pois sabia muito bem que ela era uma mulher desequilibrada e fascínora, uma assassina em série procurada pela polícia. Ele corria perigo ao seu lado, mas mesmo assim, aceitou correr aquele risco e se entregou a ela como jamais havia feito antes com mulher alguma.


Antes de adormecer, ele a beijou com paixão e falou "Caso não nos vejamos mais, saiba que foste tu a mulher que mais amei na vida".


Ela não titubeou ao atirar, pois já haviam tentado enganá-la antes com argumentos bem mais convicentes. "Esses depravados só querem fama às minhas custas." - disse, sem esconder o seu ódio ao imaginar a notícia no jornal: "Sobrevivente revela como conveceu assassina em série a desistir do crime".


Cátia largou a arma em cima da cama, tirou as luvas, suspirou por um tempo e pensou:


"Mas e se fosse verdade... hein?"



II.


Adorável anjo, vou te assistir dormindo.
Não acorde agora,
pois vou esfaquear e violentar
o seu travesseiro
só porque você esqueceu de colocar a fronha.

Não tente me enganar, fingindo-se de almofada,
conheço muito bem a distância entre o sofá e a cama

Não tenha medo do fio,
Eu sei que você não precisa de brincos de pena,
suas orelhas não correm perigo algum,
muito menos o seu pescoço.

Você precisa é de uma língua quente perfurando sua boca úmida
e de mãos treinadas no manuseio de armas brancas.

Um comentário:

Fla Perez disse...

Eu amo a Kumka perigosa!!!