Barba branca
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- Trezentas pratas, Marujo - disse ela, abotoando o sutiã, sem conseguir encarar novamente o par de olhos azuis opacos e remelentos.
- Eu disse que conseguiria o dinheiro, não disse? - falou o velho lobo do mar, ajeitando as notas entre os seios da jovem prostituta.
A garota saiu do barco nauseada com o cheiro de peixe e cachaça impregnados em seu corpo e poucos metros adiante, desmaiou.
A partir daquele dia, sonhou todas as noites com a carpa vermelha penetrando-lhe as estranhas. Acordava sôfrega e bebia muito depois de cada sonho. Certa noite, deixou o companheiro de costas largas e peludas dormindo e correu até o cais, sem saber ao certo o que estava fazendo. Encontrou o barco ancorado no mesmo lugar, mas estava vazio.
Aliviada, decidiu ir embora, quando foi surpreendida pelo Velho Marujo. Seu coração disparou, suas pernas fraquejaram e ela entendeu.
-Eu amo você, Marujo. - declarou-se.
Ele riu, mostrando os dentes amarelos. Era sua primeira vez com amor. Foi a a última vez dele com amor.
Sobre o corpo sem vida, ela chorou. Depois, conformada, reproduziu a carpa vermelha numa folha de papel de pão, beijou-lhe pela última vez e partiu.
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- Quanto custa? - perguntou ela, mostrando o desenho.
- Duzentas pratas.
- Certo.
- Onde vai ser?
- Entre os seios.

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