O Cacto, muito sagaz na arte da representação artística, achava que a jovem Pedra não percebia que ao abraçá-la, na verdade, desejava sangrá-la.
Ao sangrá-la, sofria. Ao sofrer chorava.
A Pedra, sagaz na arte da representação artística, achava que o Cacto velho e espinhento não percebia que ao abraçá-lo, na verdade desejava lhe roubar pequenas gotas de água.
Ao murchá-lo, sorria. Ao sorrir, mais endurecia.
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