quarta-feira, 2 de abril de 2008

A Fuga - Parte II

Ficou perambulando pelo centro da praia até 4h e voltou para o hotel, estava chateada, queria uma comapanhia. Pegou o celular na bolsa, já meio arrependida do que fizera, o marido certamente já havia ligado mais de dez vezes atrás dela. Para sua surpresa, não havia nenhuma mensagem no celular. "Será que aconteceu alguma coisa com o Lu?" Não podia voltar atrás, demorou a ter coragem de fugir e agora que estava longe de casa não podia ter sentimentos de culpa. Desligou o celular e o guardou na bolsa. Por dois dias não iria precisar dele. No dia seguinte, acordou cedo, colocou o biquíni e foi pra beira da praia. "Ahhh... sensação de liberdade e inependência! Isso sim é que é bom... Ahhh, a quem eu quero enganar? Esse vento frio está congelante, a praia está vazia, o mar está sujo e não tem absolutamente nada pra fazer aqui!" Voltou para o hotel, ligou o celular. Nenhuma chamada. Ligou para o marido. "Celular desligado ou fora de área? Mas que bosta!" Irritadíssima e decepcionada diante do seu fracasso como mulher livre, arrumou as malas chorando e foi pra rodoviária. Voltaria pra casa e inventaria alguma desculpa para Luciano, mas tinha que ser uma desculpa convicente. "Eu acho que estou louca, é o stress". Ele entenderia. Chegou em casa, era sábado á tarde. Não encontrou o marido. Deu uma verificada, a casa estava do mesmo jeito que havia deixado quando saiu. Se desesperou, ligou milhares de vezes para Luciano, o celular dele sempre desligado. Não dormiu, esperou por ele a noite toda. Domingo a mesma coisa. Passou o pior final de semana da sua vida.

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