quarta-feira, 2 de abril de 2008

Gilquinha e a ação contra o INSS

Sair de casa para resolver assuntos do INSS, era uma amolação para Gilquinha. Reclamona que só, para coisas responsabilidosas, bateu várias vezes a porta do guarda-roupa atrás de blusa fresca e sapato confortável.

Chegou no edifício imponente, botou o óculos e leu no papel, que a sala do advogado ficava no décimo oitavo andar. Indicado por uma amiga, Gilquinha gostou da descrição do Doutor Flávio Dídimo: um senhor de oitenta e dois anos, lúcido, professor e advogado ocupadíssimo. Ele só iria atendê-la por consideração à Lourdes.

Gilquinha entrou no elevador, apertou no botão, mas em seguida o caixote parou para pegar um rapazinho muito simpático, que deveria ter no máximo cinquenta e cinco anos. Apesar de não gostar de jovenzinhos, o galã do elevador a deixou louca de tesão.
A atração entre os dois foi fatal e em menos de cinco minutos, Gilquinha e o "pão" estavam atracados no escritório dele, fazendo griteiro sexual em cima do tampo de vidro da mesa. Ela até deixou que ele ligasse a filmadora debaixo da mesa. "Coisa excitiva se ver depois na televisão"
- Ui, isso foi bom meu guri, mas eu tô atrasada para uma consulta com o meu adevogado.
- Qual é o seu nome? pega o meu cartão, me liga a hora que tu quiser! - implorava, beijando as mãos cheirosas da melhor amante que já tivera na vida.
- Tá bom, meu anjo! Preciso ir. - disse Gilquinha puxando a mão, sem paciência e limpando na saia.
Sem dar muita importância para o cartão, ela saiu apressada, sem calçolinha mesmo. "Aquele menino tinhoso só pode ter escondido no bolso"
Era sempre assim que ela perdia as calçolinhas, mas . calçola é coisa barata, ainda bem.
Adentrou, descomposta, na sala do Doutor Dídimo e pediu desculpas pelo atraso.
- Aceita um cafezinho? Lourdes me falou muito de ti. Quer dizer, da senhora...
- Pode me chamar de tu, doutor. E aceito o café, sim - "para tirar o gosto do outro da minha boca".
A atração entre os dois foi fatal e na metade da consulta, Gilquinha e o Adevogado estavam atracados, fazendo sexo em cima do tampo de vidro da mesa.
"Ai, que amolação. Esqueci de pegar a minha fita lá na sala do Guri!" - pensou ela, desgostosa com a performance do adevogado garanhão.
Justo ele que parecia tão macho! Só adevogar do jeito que trepa, Gilquinha já dava como perdida a ação movida contra a previdência.
E o homem ainda se apaixonou, não faltava mais nada. "Ainda mato a Lourdes".

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