quarta-feira, 2 de abril de 2008

Quem mandou? quem mandou? bem-feito.

- Ei, você aí!
- Não tenho dinheiro aqui...
- Não é isso, te achei bonita.
- Bonita como?- Bonita, ué.
- Bonita que nem a Grace Kelly?
- Não, bonita que nem... que nem a... você não parece com ninguém famoso não, mas é bonita.
- De onde você saiu?
- Como assim?
- De onde você saiu pra me achar bonita?
- Sei lá, eu realmente te achei bonita. Só isso.
- Bonita de querer conhecer? desse jeito?
- Não, não... bonita de olhar e dizer: Você é bonita.
- Não quer me conhecer?
- Não...rs.
- Por quê?
- Olha, gata, pára de me seguir, eu estou ficando com medo de você.
- Por quê?
- Olha, você é bonitinha, mas eu vou pegar o ônibus. Tchau, hein? prazer...
- Ei, volta aqui. Eu ainda não dei meu parecer sobre sua aparência! EI! Ei! Puxa, quase que não consigo te alcançar, cara!
- Ei, garota, eu não quero falar com você, larga meu braço, faz o favor?
- Mas você disse que eu sou bonita...
- Eu estou começando a mudar de opinião.
- Por quê?
- Eu vou avisar o motorista que você está me assediando.
- Eu? eu não estou te assediando.
- Eu vou descer nesse ponto, com licença.
- Ei, espera aí, vou descer também.
- Você está bem? precisa de alguma coisa? Olha, me deixa em paz... por favor, sou pai de família, essas coisas.
- Tudo bem, vamos lá conhecer sua família.
- Não!
- Por quê?
- Porque eu não te conheço!
- Como não? você me acha bonita e estamos há duas horas conversando...
- Caramba, onde fui me meter? Larga minha mão, por favor.
- Ei, eu posso dizer o que acho de você?
- Se for pra você cair fora, pode.
- Eu te acho bonitinho. rs.
- Obrigado.
- De nada.
- Deixa eu ir sozinho, agora?
- Já? Tava gostando desse papo.
- Eu preciso ir no banheiro! vou ver se nessa lojinha tem um, tá?
- Tá, eu espero aqui.
(...)
- Demorou, hein?
- Não acredito que você ainda está aqui!
- Eu disse que iria esperar.
- Você é maluca!
- E bonita, né?
- Onde você mora?
- Na sua casa.
- Tô falando sério...
- Eu também!

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