Ontem, uma janela pluvial
desenhou minha saudade
e tocou uma música melancólica,
escorrendo desejos intocáveis
no lado seco da vida.
Hoje minha janela é passarinho
com asa de vidraça cicatrizada,
cantando para um sol que me percebe,
mesmo tão pequena...
Hoje, as cicatrizes brilham mais.
Amanhã, minha janela precisa ser você...
venha com sol ou com chuva
e encoste os lábios no vidro.
Quero um beijo que não será sentido...
um sorriso embaçado
e um olhar de janela emperrada
que não se abre.

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