Cafezinho bom, eu tomava em 1920, com o Coronel Silveira Machado. É que dentro da xicra de cafezinho, O Conéu jogava uma péola. Sempre jogava uma péola e dizia que eu era uma Flôzinha.
Um dia, foi ter com o meu paizinho pra casar mais eu com o filho dele, um mocinho mais timo que eu e que até cruzava as perna, nunca vi aquilo antes, um moço de barba cruzando a perna.
Queria meso era casá com o Conéu, não pelas péola, é que eu gostava de chêro de café na barba dele. Gostava do chapéu dele, das bota dele, dozolho dele. Mas casei meso com o rapazola que era por dimais cheroso. cherava a tudo, menos café.
Eu, então, novinha, novinha, não sabia nada na núpcia. O moço também não sabia nada, aí nós dormiu. Sonhei com o Conéu e acordei suada, com vontade de tomá café. Parece que adivinhô meu sonho, tava ele na cozinha fazendo café pra mim. Me deu a xicra, o café, a péola e o bejo. E a inauguração da Flô aconteceu ali meso em cima da mesa de madera. Diliça o chêro da mesa, o chêro do meu Conéu e o jeito que ele me tomava como se eu fosse café.
Gravidei di primera e todo mundo acreditô que era do "Jeitoso". Mas era cria do meu Conéu. E era tinhoso o moleque, era lindo... e tinha cheiro de café.
Gravidei de novo, dessa vez de uma Flôzinha.
Depois gravidei mais uma vez, de uma Péolazinha.
E ainda quero pari de novo, tê mais fio do Conéu, que anda acabrunhado porque o café tá acabando nas fazenda... e o jeito agora era criar boi.
Mas a cabrunha dele termina quando nós se encontramo escondido na cozinha e tomamo café.
Não tem mais péola já faz tempo, mas não tem importância, já montei um colázinho.

1 comentários:
O café pode estar acabando na fazendo... mas os galhos plantados na cabeça do filho do Coronel nunca findarão.
Se bem que, do jeito que foi "pintado", todo jeitoso, deve ser uma bixona... outra Flôzinha.
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